O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) oficializou, nesta segunda-feira (8), sua posição para o pleito presidencial de outubro de 2026. Em entrevista ao portal Contexto Metrópoles, o ex-presidente da Câmara dos Deputados declarou apoio irrestrito à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Cunha, a decisão é fundamentada no distanciamento absoluto do campo petista e na necessidade de fortalecer uma alternativa conservadora no cenário nacional.
Cunha afirmou que sua opção pelo nome de Flávio Bolsonaro é definitiva, ressaltando que, caso o seu atual partido não apresente um candidato próprio ou não integre a coligação do PT, o apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro será mantido sem hesitação. O alinhamento político foi reforçado na última semana, durante um encontro entre ambos na Rádio 89 FM Maravilha, em Belo Horizonte, emissora que pertence a Cunha e possui um perfil voltado ao público evangélico. Nas redes sociais, o ex-parlamentar divulgou um vídeo ao lado do senador, destacando que o parlamentar assumiu a missão de encabeçar o conservadorismo na disputa eleitoral.
O ex-deputado, figura central na política brasileira por ter conduzido o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, reafirma com esse movimento sua influência na articulação de forças à direita. Após ter enfrentado desdobramentos da Operação Lava Jato e cumprido períodos de prisão preventiva e domiciliar, Cunha retorna ao debate público com o objetivo de polarizar a sucessão presidencial. A movimentação é vista como uma tentativa de consolidar uma frente unificada em torno do nome de Flávio Bolsonaro, consolidando o senador como o principal nome do bolsonarismo para a corrida ao Palácio do Planalto.

